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quarta-feira, 26 de junho de 2019

30/06/2019 – Lição 13 – O Sacerdócio Celestial – 2º Trimestre – Classe Adulto

TEXTO ÁUREO
“Porque nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e exaltado acima dos céus.” (Hb 7.26)
Verdade Prática
Jesus Cristo é o Sumo Sacerdote perfeito, porque, sendo Ele a Oferta e o Ofertante, garantiu-nos, no Calvário, uma salvação eficaz e eterna.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Cl 2.17: A sombra das coisas futuras
Terça – 1 Tm 2.5: Jesus, o mediador entre Deus e os homens
Quarta – Hb 8.6: Cristo, o mediador de uma aliança superior
Quinta – Hb 7.26: Jesus Cristo, o sacerdote perfeito
Sexta – Ap 21.1-3: O Santuário Celestial
Sábado – Hb 9.12: Jesus nos proveu uma eterna redenção
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Hebreus 9.11-15; Apocalipse 21.1-4
Hebreus 9.11-15:
11 – Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação,
12 – nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção.
13 – Porque, se o sangue dos touros e bodes e a cinza de uma novilha, esparzida sobre os imundos, os santificam, quanto à purificação da carne,
14 – quanto mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará a vossa consciência das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?
15 – E, por isso, é Mediador de um novo testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
Apocalipse 21.1-4:
1 – E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 – E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3 – E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.
4 – E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
INTRODUÇÃO
O apóstolo Paulo escreveu que as festas, a dieta e os dias sagrados são “sombras das coisas futuras” (Cl 2.17). O autor aos Hebreus reafirma que a lei era “a sombra dos bens futuros e não a imagem exata das coisas” (Hb 10.1). De tudo o que estudamos até a presente lição, podemos dizer que o Tabernáculo de Israel é um tipo do “Tabernáculo Celestial”. E, nesta lição, veremos que Jesus é o Sumo Sacerdote desse Tabernáculo Celestial, em que a sua Igreja é o sacerdócio real.
I – O SACERDÓCIO CELESTIAL TEM UM ÚNICO SUMO SACERDOTE
  1. Cristo: o Sumo Sacerdote do Novo Testamento.
    O ministério do Novo Testamento mostra que, na Igreja, não há e não pode haver uma classe sacerdotal exclusiva, como ocorre no catolicismo romano. Ora, a palavra “sacerdote” não se aplica a nenhum indivíduo, senão ao próprio Cristo, que se constituiu Sumo Sacerdote do povo redimido. Na Nova Aliança, Cristo é o único mediador entre nós e o Pai Celeste.
  2. O sacerdócio coletivo dos cristãos.
    Por outro lado, segundo o ensino do Novo Testamento, todo crente, sem distinção, faz parte do “sacerdócio real” (1 Pe 2.9; Ap 1.6; 5.10). Por meio de Jesus Cristo, podemos oferecer sacrifícios espirituais (1 Tm 2.5; 1 Pe 2.5). Acerca disso, o apóstolo Pedro escreveu que os crentes representam um corpo sacerdotal em Jesus Cristo (1 Pe 2.9).
Em Apocalipse, o apóstolo João retoma esse mesmo princípio: “Aquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, poder e glória para todo o sempre. Amém” (Ap 1.5,6). O resgate dessa maravilhosa doutrina remonta à Reforma Protestante e ao Movimento Pentecostal
3. Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote no céu.
Atente, querido irmão, para o seguinte versículo: “Ora, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da Majestade, ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hb 8.1,2).
Este texto revela que Nosso Senhor, o Sumo Sacerdote perfeito, está à destra do Pai, nos céus, e que, de maneira singular e verdadeira, ministra no Tabernáculo Celestial. Isso aconteceu porque a sua obra foi completa e perfeita. Por isso, Ele é o nosso mediador, advogado e intercessor. Ele proveu para nós um concerto melhor (Hb 8.6).
II – O SACERDÓCIO UNIVERSAL DA IGREJA
  1. Uma doutrina bíblica fundamentada na pedra que é Cristo.
    Ao longo da Escritura, encontramos várias porções a respeito da “pedra” que é Cristo (Is 28.16; Sl 118.22; Is 8.14). No Novo Testamento, por exemplo, vemos tanto o apóstolo Paulo quanto Pedro citarem Isaías 28.16. Ambos afirmam, mediante o Espírito Santo, que Cristo é a “pedra”. Em Efésios 2.20 está ratificado que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina. Assim, podemos afirmar que o sacerdócio universal dos crentes, em primeiro lugar, está fundamentado na pedra que é Cristo Jesus, nosso Sumo Sacerdote.
  2. Distinguindo “a pedra”, que é Cristo, de “pedras vivas” que são os crentes.
    Se Cristo é a principal pedra de esquina, os crentes são as pedras vivas constituídas no grande edifício (1 Pe 2.4). Todos os membros da Igreja de Cristo são pedras vivas edificadas sobre a Pedra Angular – Jesus, o Cordeiro de Deus.
Essa metáfora bíblica ilustra a doutrina fundamental do sacerdócio universal dos crentes. Deus nos vê como sacerdotes, ministrando em sua presença. Somos ministros de um templo espiritual. E cada “pedra viva” constitui esse edifício.
Por isso, você é chamado para ser um sacerdote nestes dias difíceis. Essa escolha foi feita no Calvário, mediante o sacrifício apresentado pelo Sumo Sacerdote Perfeito. Portanto, os requisitos para a escolha desse ofício não estão baseados na etnia ou em qualquer outra distinção humana; mas na graça de Deus, por meio da fé em Cristo Jesus (Ef 2.8). Como sacerdotes de Cristo, temos acesso ao trono da graça.
III – O MAIOR E MAIS PERFEITO TABERNÁCULO
  1. O santuário terrestre.
    No santuário terrestre, o Tabernáculo, as atividades litúrgicas eram executadas em três lugares: o Pátio (Átrio), o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo. O Pátio era descoberto, mas o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo achavam-se cobertos. A mobília que compunha o Lugar Santo era constituída do Castiçal de Ouro, da Mesa dos Pães da Proposição e do Altar de Incenso. Toda essa imagem tem uma relação especial com o ministério sacerdotal de Jesus Cristo no Santuário Celestial (Jo 6.35; 17.1-26; Hb 7.25).
  2. O santuário celestial.
    Esse santuário pode ser identificado com o Tabernáculo que não foi feito por mãos humanas (Hb 9.11). É o lugar onde Deus habitará com os homens para sempre (Ap 21.3). Cristo Jesus garantiu-nos essa bênção quando, na consumação de seu sacrifício, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo. Assim, o caminho para o Tabernáculo Celestial foi aberto; nosso acesso já está garantido.
  3. O sacrifício perfeito de Cristo.
    A Palavra de Deus mostra que o sacrifício de Jesus Cristo foi suficiente e eterno (Hb 9.24). Não era preciso passar repetidamente pelo Calvário para garantir-nos a redenção eterna. Bastou um único sacrifício!
Diferentemente do sacrifício antigo, que era parcial, o de Cristo foi definitivo e perfeito. A Bíblia declara que Nosso Senhor, “na consumação dos séculos, uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb 9.26). Que mensagem maravilhosa! Que palavra consoladora!
CONCLUSÃO
Uma vez que o Tabernáculo mosaico passou, temos agora um santuário maior, um sacrifício suficiente e uma salvação definitiva. Na Aliança Antiga, as pessoas comuns não tinham acesso direto ao Santo dos Santos; na Nova Aliança, qualquer pessoa, independente de etnia ou classe, mediante Cristo Jesus, pode entrar na presença de Deus pelo novo e vivo caminho (Hb 10.20).
PARA REFLETIR
A respeito da lição “O Sacerdócio Celestial”, responda:
• A quem se refere a palavra “sacerdote” no Novo Testamento?
A palavra “sacerdote” não se aplica a nenhum indivíduo, senão ao próprio Cristo, que se constituiu Sumo Sacerdote do povo redimido.
• O que o texto de Hebreus 8.1,2 revela?
Ele revela que Nosso Senhor, o Sumo Sacerdote perfeito, está à destra do Pai, nos céus, e que, de maneira singular e verdadeira, ministra no Tabernáculo Celestial.
• De acordo com Paulo e Pedro quem é a pedra?
Ambos os apóstolos afirmam, mediante o Espírito Santo, que Cristo é a “pedra”.

• Se Cristo é a pedra de esquina, o que são os crentes?
Se Cristo é a principal pedra de esquina, os crentes são as pedras vivas constituídas no grande edifício (1 Pe 2.4).
Foi preciso haver mais de um Calvário? Justifique a sua resposta. Não. A Palavra de Deus mostra que o sacrifício de Jesus Cristo foi suficiente e eterno (Hb 9.24

terça-feira, 25 de junho de 2019

ESCALA DA ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
CLASSES
LIÇÃO
SECRETÁRIAS
ADULTOS
JOVENS
ADOLECENTES E CRIANÇAS
SUPERINTENDENTES
CONTATO
1.   7/07/19
MARIZETE DE PAULA
PR.CLEITON
JOSÉ ARAÚJO
PR. MIRIAN
PR. CLEITON
(62)98525 0511
2.  14/07/19
DIVANUSA
PB. FÁBIO
PB. ERNANES
DC. SANDRA LEMES
PB. OSIAS
(62)98632 3432
3.  21/07/19
EDIANA
PR. DENÍLSON
PB. OSIAS
DC. ELEMILDA
DC. JOSÉ ARAÚJO
(62)984007125
4.  28/07/19
KEILIMAR
PB. ALMIR
DC. PEDRO
EVILENE
DC. LEONARDO
(62)98473 8145
5.  04/08/19
MARIZETE DE PAULA
BB. FÁBIO
DC. JOSÉ ARAÚJO

GEDEAN
(62)98165 0273
6.  11/08/19
EDIANA
PR. DENÍLSON
PB. OSIAS



7.  18/08/19
DIVANUSA
PB. ALMIR
DC. PEDRO



8.  25/08/19
KEILIMAR
PR.CLEITON
PB. ERNANES



9.  01/09/19
MARIZETE DE PAULA
PB. FÁBIO
DC. JOSÉ ARAÚJO



10. 08/ 09/09
EDIANA
PR. DENÍLSON
DC. PEDRO



11. 15/09/19
DIVANUSA
PB. ALMIR
PB. OSIAS



12. 22/09/19
KEILIMAR
PR. CLEITON
PB. ERNANES



13. 29/09/19
CONFRATERNIZAÇÃO TRIMESTRAL
CONFRATERNIZAÇÃO TRIMESTRAL
CONFRATERNIZAÇÃO TRIMESTRAL





NOSSA EBD FOI TOP: PR. CLEITON SIQUEIRA.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

LITURGIA DA EBD. EM ROSA DOS VENTOS AP. DE GOIÂNIA


ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO VILA NOVA EM  ROSA DOS VENTOS AP. DE GOIÂNIA-GO
PROGRAMAÇÃO DA EBD
1.LITURGIA
1.1 – Do horário
§  A EBD tem Início às 9:00hs e encerrará as 10:30.
1.2 –Início
§  as 9:00 às 9:05 será servido café da manhã, (não ultrapasse o tempo onde o mesmo será controlado pela superintendência)
§  Inicia-se com 5 minutos de ORAÇÃO!
§  Das 9:10 às 9:20 ADORAÇÃO.
 (Grupo de Louvor ou a quem a superintendência convidar a cantar )
Hino da Harpa, dê preferência aos hinos sugeridos da lição se os mesmos fores conhecidos( se o grupo não conhece os hinos cabe os mesmos buscarem a aprender)
1.3– Introdução da lição.
 Às 9:30
§  Introdução deve ser feita pelos superintendentes onde os mesmos devem está por dentro das lições anteriores e a que vai ser ensinada.
§  Após a leitura da lição deve-se fazer oração.
§  Logo após distribua as classe e convide a (o) secretária (o) para está fazendo a chamada (importante chamar o nome de cada matriculado assim também as outras classes).
§  Classes de jovens e crianças o professor (a) fará a chamada
§  Antes de dá início as (os) secretárias (os) irão passar para colher a oferta.
1.4 –Encerramento.
Às 10:30
§  Toda as classes devem ser recebidas para fazer as apresentações.
§  Será passado oportunidade para o Pastor ler conclusão e fazer as perguntas da lição.
§  Secretária (o) irá fazer a leitura dos relatórios de cada classe e por último o relatório geral
§  Pastor faz os avisos e finaliza com o corinho da ebd.

“E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor o galardão da herança, porque a Cristo, o Senhor, servis”, (Col 3.23-24)


"NOSSA CLASSE GERAL DA EBD.
HOMENS, MULHERES, JOVENS, ADOLESCENTES E CRIANÇAS".
"JOVENS"
"HOMENS E MULHERES"

"SEMINÁRIO DA REGIONAL 15"

sábado, 15 de junho de 2019

16/06/2019 – Lição 11 - O Sacerdócio de Cristo e o Levítico –


2º Trimestre – Classe Adulto

TEXTO ÁUREO

 “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus.” (Hb 7.26)

 Verdade Prática 

Nosso grande e único Sacerdote é Jesus Cristo. Ele intercede eficazmente em nosso favor diante do Pai.

 LEITURA DIÁRIA
Segunda - Êx 29.1-34: O sacrifício levítico 
Terça - Êx 29.35-46: A santificação de Arão e de seus filhos
Quarta - Êx 39.1-32: A vestimenta sacerdotal 
Quinta - Hb 10.1-18: O sacrifício perfeito 
Sexta - Hb 7.4-9: O símbolo do sacerdócio eterno de Cristo 
Sábado - Hb 10.18-25: O novo e vivo caminho para Deus 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Êxodo 28.1; Levítico 8.22; Hebreus 7.23-28; 1 Pedro 2.9
Êxodo 28: 1 - Depois, tu farás chegar a ti teu irmão Arão e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o ofício sacerdotal, a saber: Arão e seus filhos Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar. 

Levítico 8 22 - Depois, fez chegar o outro carneiro, o carneiro da consagração; e Arão e seus filhos puseram as mãos sobre a cabeça do carneiro;

Hebreus 7.23-28: 23 - E, na verdade, aqueles foram feitos sacerdotes em grande número, porque, pela morte, foram impedidos de permanecer;
 24 - mas este, porque permanece eternamente, tem um sacerdócio perpétuo.
25 - Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.
26 - Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus,
27 - que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo.
28 - Porque a lei constitui sumos sacerdotes a homens fracos, mas a palavra do juramento, que veio depois da lei, constitui ao Filho, perfeito para sempre.


1 Pedro 2.9: 9 - Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.


 INTRODUÇÃO 

Há uma relação especial entre o sacerdócio levítico e o sacerdócio cristão. Enquanto o levítico foi estabelecido em Arão, o do Novo Testamento foi estabelecido em Cristo, segundo a ordem de Melquisedeque. Nesta lição, veremos como se deu a escolha dos sacerdotes do Antigo Testamento. Veremos também a importância de suas vestimentas como sinal de autoridade para o serviço divino. E, finalmente, mostraremos por que o sacerdócio de Cristo é superior. Ele é o Sumo Sacerdote perfeito!


 I - A ESCOLHA DOS SACERDOTES (ÊX 28.1) 

Deus escolheu a linhagem sacerdotal levítica, e não Moisés. Essa escolha indicava a soberania do Senhor para designar obreiros para sua Obra. No ministério cristão, por meio do Espírito Santo, Deus é quem elege líderes para o ministério (At 13.2).

1. Os sacerdotes precisavam pertencer à tribo de Levi. O Altíssimo ordenou que Moisés contasse os filhos de Israel, excetuando a tribo de Levi, a fim de que os levitas se encarregassem dos ofícios do Tabernáculo (Nm 1.49,50; 3.6). Assim, o sacerdócio de Levi obteve uma posição proeminente entre as demais tribos de Israel (Nm 1.52,53).

2. Características especiais dos levitas. Aqui, destacaremos duas características especiais dos levitas: (1) O chamamento específico para o serviço do Tabernáculo; (2) A unidade, pois todos falavam a mesma língua, defendiam o mesmo comportamento e mantinham a mesma fé. Ambas as características apontam para a importância da unidade da Igreja. A igreja local é o Corpo de Cristo, portanto, o chamamento e a unidade são a sua marca (Jo 17.20,21).

3. A consagração sacerdotal tinha um só propósito. Os sacerdotes foram consagrados para servir no Tabernáculo. Separados pelo e para o Senhor, não podiam executar outra atividade que fugisse a esse propósito (Nm 1.50; 3.12). Logo, o método de Deus para os obreiros do Novo Testamento não é diferente: os obreiros do Senhor não se embaraçam “com negócio desta vida” (2 Tm 2.4). Ratificando esse princípio, nosso Senhor declarou que o vocacionado para “arar a terra” não pode olhar para trás (Lc 9.62). É preciso olhar para frente e fazer a obra divina com perseverança e fé (Hb 10.38).


II - VESTIMENTA SACERDOTAL PARA O SERVIÇO

 1. Simbologia da vestimenta sacerdotal.
 O capítulo 28 de Êxodo descreve a vestimenta sacerdotal para o serviço no Tabernáculo. A vestimenta tinha características especiais e cerimoniais, pois servia de “glória e ornamento” do ministério (Êx 28.2). A vestimenta era um símbolo da autoridade sacerdotal. Além de despertar a atenção do povo, marcava o caráter divino do serviço.

2. A túnica chamada “éfode” (Êx 28.4).
Era uma espécie de avental sem manga que cobria a frente e as costas, unido por tiras em cada ombro e por um cinto (Êx 28.6-8). As tiras tinham engastes de ouro com pedras de ônix, em cada uma tinha a gravação dos nomes dos filhos de israel. Dos engastes de ouro dessas pedras pendia o peitoral. O éfode descia um pouco abaixo da cintura, por cima da túnica de linho até os pés do sacerdote. Por levar sobre os ombros os nomes dos filhos de Israel, o Sumo Sacerdote constituía-se no mediador do povo diante de Deus.

3. O “Urim e Tumim”
. Provavelmente eram uma forma de lançar sortes. No Antigo Testamento, o povo de Deus pedia a orientação divina para tomar cada decisão importante (Nm 26.55,56). Para isso, recorria ao Urim e Tumim. No hebraico, a expressão significa “luzes e perfeições”. Eram pedras colocadas provavelmente sobre o peitoral do Sumo Sacerdote, representando a vontade de Deus; numa pedra, a resposta positiva, e na outra, a resposta negativa (Ed 2.63; Ne 7.65). O Sumo Sacerdote só tomava as pedras do Urim e Tumim em casos muito especiais (1 Sm 28.6). No Novo Testamento, é relatada uma prática semelhante ao Urim e o Tumim, na escolha do sucessor de Judas Iscariotes (At 1.26).

III - O SACERDÓCIO DE CRISTO (Hb 7.23-28)

 A origem do ofício sacerdotal remonta a Melquisedeque, rei de Salém (Hb 7.1), e, posteriormente a Arão, da família de Levi (Êx 29.30). No Antigo Testamento, a função sacerdotal restringia-se a tribo levita. Já no Novo Testamento, o Senhor Jesus, no Calvário, ergue-se como o Sumo Sacerdote da ordem de Melquisedeque, superior à ordem de Arão.

1. Um novo e perfeito sacerdócio.
O autor da Epístola aos Hebreus escreveu: “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb 7.12). O sacerdócio levítico era imperfeito (Hb 7.11). Nele, os sacrifícios, o culto, as ofertas e a liturgia dos serviços eram apenas sombra do verdadeiro sacerdócio a ser oficiado por Cristo. O sacerdócio do Filho de Deus veio “segundo a ordem de Melquisedeque”, e não segundo a ordem de Arão. Jesus Cristo foi capaz de reconciliar o homem com Deus, por meio de seu sangue, abrindo o caminho para uma comunhão verdadeira com o Pai. O Evangelho da Nova Aliança havia chegado!

2. Jesus trouxe salvação perfeita.
 Diferentemente dos sacerdotes araônicos, que se sucediam no ministério, porquanto mortais e pecadores, Jesus, sendo eterno e santo, salvou-nos eficazmente através de um único sacrifício; Ele é a oferta e o ofertante (Hb 7.25). Além disso, Jesus Cristo intercede por nós: “Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores e feito mais sublime do que os céus, que não necessitasse, como os sumos sacerdotes, de oferecer cada dia sacrifícios, primeiramente, por seus próprios pecados e, depois, pelos do povo; porque isso fez ele, uma vez, oferecendo-se a si mesmo” (Hb 7.26).

 3. Jesus, o mediador de uma melhor aliança.
 Na Antiga Aliança tudo era perfeito: mandamentos, estatutos e juízos. Mas o homem, enfermo pelo pecado, não tinha forças para obedecer às ordenanças divinas como o Senhor requeria de cada um. Mas Jesus, sendo o perfeito cumprimento da Lei e dos Profetas, veio para morrer em nosso lugar, resgatando-nos do pecado. Ele é o sacrifício perfeito; expiou-nos as culpas, justificando-nos perante Deus (Rm 5.1). Através de sua graça, vivemos no Espírito e cumprimos a Lei do Espírito. Amém!

 CONCLUSÃO

 Quem recebe a Cristo como Salvador e Senhor, “nova criatura é; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5.17). Andemos em novidade de vida para a glória de Deus! Ele é o nosso perfeito Sumo Sacerdote.


PARA REFLETIR A respeito da lição “O Sacerdócio de CRISTO e o Levítico”, responda:

 • À qual tribo os sacerdotes precisavam pertencer? Os sacerdotes precisavam pertencer à tribo de Levi.
• Mencione as duas características especiais dos levitas. O chamamento e a unidade.
• Para quê servia a vestimenta sacerdotal? A vestimenta tinha características especiais e cerimoniais, pois servia de “glória e ornamento” do ministério (Êx 28.2).
• Para onde remonta a origem do ofício sacerdotal? A origem do ofício sacerdotal remonta a Melquisedeque, rei de Salém (Hb 7.1), e, posteriormente a Arão, da família de Levi (Êx 29.30).
 • O que Jesus fez de diferente dos sacerdotes araônicos? Diferentemente dos sacerdotes araônicos, que se sucediam no ministério, porquanto mortais e pecadores, Jesus, sendo eterno e santo, salvou-nos eficazmente através de um único sacrifício; Ele é a oferta e o ofertante (Hb 7.25).